Contos De Criptas

Contos De Criptas

terça-feira, 4 de junho de 2013

Corpo Seco


Corpo Seco é uma história da zona rural de Ituiutaba, Minas Gerais, acontecida por volta de 1850, segundo consta. Pra ser honesto, ninguém sabe se é lenda ou verdade, mas é de conhecimento público por aquelas bandas.

Conta-se que tinha um sujeito lá, um garoto, que maltratava demais a mãe e que o garoto era o capeta de ruim. O rapazola tanto aporrinhou a pobre da mãe que, num descontrole sem precedentes, a mulher amaldiçoou o filho. Disse que o garoto haveria de morrer seco! Pois bem. O tempo foi passando, passando e o rapaz foi minguando, minguando, até que minguou tanto que morreu.

Não bastasse o drama, diz que ao enterrarem o rapaz, o túmulo rejeitava. A terra expulsava o cadáver. Diz que tentaram uma vez, duas, três e nada. A terra punha o cadáver pra fora. Começou a rolar o papo de que o menino era tão ruim que nem a terra aguentava.  Então um grupo de pessoas fez uma última tentativa. Enterraram o defunto numa serra das imediações, cavaram um buraco e botaram o cadáver lá. Como a terra não o rejeitou dessa vez, a serra ficou conhecida como a Serra do Corpo Seco.

Depois disso, seja lenda, imaginação ou sei lá o quê, as pessoas começaram a ver um sujeito que andava sem destino por ali. Dizem que o garoto seco virou um zumbi que  ainda hoje perambula pela serra, sem destino.  Muita gente duvida, mas muita gente diz que viu...

O fato é que a história persiste há mais de 150 anos e como onde há fumaça, há fogo, o caso tornou-se parte da história de Ituiutaba. Agora um decreto oficializa isso. A lenda do corpo seco virou patrimônio cultural da cidade. Esse é um dos meios de se preservar a cultura popular de um povo, de uma gente, de um país.

Mas esse caso chama a atenção não por isso. Pensemos na mãe do garoto, lá em 1850. Como será que a pobre mãe enfrentou o poder de sua maldição? Será que ela acompanhava o filho  minguando com alívio ou desespero? Porque, segundo dizem, mãe é mãe, e por mais que o filho seja um safado, um perdido, um canalha, a mãe sempre estará a seu lado. Dizem...

Noutros momentos essa mãe parece ser uma feiticeira de poderes extraordinários. Vai saber?

Fonte: http://entretenimento.r7.com/

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A Árvore de Sapatos

"Já chegamos?"

As palavras que todo pai espera ouvir. Invariavelmente, a cada intervalo de dez minutos, minha filha de oito anos de idade desgrudava o rosto da janela e fazia a mesma pergunta. E, pacientemente, eu respondia: "Quase, querida." Nós estava dirigindo por quase duas horas (o que deve lhe dar uma ideia de quanto eu tinha que aturar) para deixar Cynthia na casa de sua mãe. Lisa e eu estávamos divorciados há cerca de três anos e, obstinadamente, ela pedia para ver Cynthia durante todo o mês de dezembro. Lisa não ganharia nenhum concurso de mãe do ano mas, inferno, eu também não sou nenhum anjo. Tenho trinta e sete anos, fumo e tenho uma propensão desagradável de xingar como um marinheiro. Mas, caramba, eu amo Cynthia e ainda me mata cada vez que eu preciso deixá-la em sua mãe no temido mês de dezembro.

Desnecessário dizer, eu não estava com pressa alguma para chegar na casa de Lisa e, por isso, este ano decidi tomar uma antiga rota por áreas afastadas. Achei que seria uma boa oportunidade de mostrar para Cynthia a beleza da natureza enquanto ganhava um pouco mais de tempo com ela, antes de deixá-la por quatro semanas e meia. Ela estava tão absorta com a paisagem que só perguntava seu periódico "Papai, o que é isso?" ou "já chegamos?" e, em seguida, grudava seu pequeno rosto redondo na janela. E eu respondia a cada pergunta "É um antigo silo de grãos, querida", ou "Quase, querida."

Depois de um tempo, liguei o rádio para ouvir um ruído de fundo tranquilo e comecei a cair em um silencioso transe meditativo, resultado de tanto tempo dirigindo. No entanto, minha calma logo foi perturbada por um grito de Cynthia. Pisei nos freios instintivamente, fazendo o carro dar uma parada brusca e olhei para Cynthia. "O que foi? Cynthia, o que há de errado?" eu perguntei em pânico. Minha mente passou por tudo que poderia estar errado: um ataque cardíaco, um edema pulmonar, insuficiência renal (pensamentos estranhos, já que Cynthia estava perfeitamente saudável)... Mas, Cynthia só olhava pela janela, paralisada pelo o que quer que seja que estava lá fora.

Quando olhei por cima de sua pequena cabeça, entendi o que havia provocado o grito estridente.
Era um vidoeiro branco enorme no meio de um campo nevado. Bem, além do tamanho  excepcionalmente grande da árvore (bétulas não costumam crescer muito mais do que trinta centímetros de diâmetro e este tinha, no mínimo, um metro e meio). Outra coisa que me chamou a atenção foram as folhas da árvore. Já havíamos percorrido uma boa distância no campo (cerca de trinta metros) e eu ainda estava olhando por trás da cabeça de Cynthia (que estava firmemente colada à janela neste ponto), mas eu mal podia distinguir o formato das folhas. Não consegui entender no início, mas depois de olhar cuidadosamente, percebi que as folhas da árvore não eram folhas no final das contas... elas eram ... sapatos. Centenas deles. Suspensos nos ramos pelos cadarços, de todas as formas e tamanhos imagináveis​​. Eu lentamente abri a porta e sai para olhar mais de perto. O tamanho da árvore era impressionante e a distribuição de seus ramos era inacreditável. Arredondando para cima, imagino que haviam cerca de seis ou sete mil pares de sapatos suspensos, alguns até mesmo nos ramos menores. Comecei a caminhar em círculos na frente do carro, incapaz de tirar os olhos do espetáculo bizarro diante de mim. Então, sem aviso, eu ouvi a outra porta abrindo e Cynthia saiu correndo em direção à árvore com um sorriso infantil.

Além do fato de que este era um campo no meio do nada, também era o auge do inverno. Quando Cynthia saiu correndo em direção à árvore vestindo apenas uma calça jeans e uma camiseta, minha primeira reação foi buscar seu casaco (Deus sabe que ela não iria colocá-lo mesmo que estivesse 50 graus negativos). Eu me virei para pegar o casaco dentro carro e quando me virei, com o casaco na mão, gritando para Cynthia vesti-lo ... ela havia sumido.

Meus olhos procuraram freneticamente na neve por ela, seguindo suas pegadas diretamente para a base da árvore. "Cynthia!" eu chamei. Eu ouvi uma risada de menina em resposta. "Cynthia, não temos tempo para brincar!" Dei um passo em direção à árvore e, conforme a neve era esmagada sob meus pés, ouvi sua risada inconfundível de novo. "Cynthia, venha aqui neste instante!" eu gritei, minha voz se tornando um pouco mais rouca. Para meu imenso alívio ela revelou-se, saindo correndo de trás da árvore de sapatos. Mas havia algo errado com ela, algo que eu não conseguia identificar.

Ela estava descalça. "Tudo bem, papai, eu estou aqui! Nós temos que ir? A árvore é tão quente e agradável!"

Agarrei-a pelos ombros, sacudindo seu pequeno corpo, quase tremendo de medo "Cynthia, onde estão seus sapatos?"

Nervosa, ela respondeu: "O homem bonzinho me disse para tira-los, papai-olha, ele me deu um colar lindo!"

Meu coração afundou até boca do meu estômago. Com certeza, ali, em volta do pescoço da minha filha, estava um pequeno pingente em forma de coração. Eu apertei minha mandíbula, peguei o pingente e tirei-o.

"Papai? Que há de errado?"

"Cynthia, eu preciso que você volte para o carro e fique lá. Agora".

"Mas papai, meu sapa..."

"AGORA, Cynthia. Entre no carro e tranque as portas. Não abra para ninguém até que eu diga, ok?"

"Tudo bem ... se você diz ..."

Cynthia saiu andando irritada em direção ao carro e lançando olhares para mim por cima do ombro. Eu observava cada passo que dava, até que ela finalmente entrou e trancou as portas. Então eu me preparei para enfrentar esse "homem bonzinho". Seja lá qual for idiota doente que criou esta pequena atração, eu não estava disposto a deixá-lo sair por aí atraindo crianças pequenas com bugigangas baratas apenas para que ele pudesse se divertir. Segui as pegadas de Cynthia direto para a árvore até que ela apareceu diante de mim, maior que a vida. Foi então que eu notei algo sobre os sapatos: eram todos pequenos. Nem um único par maior que o tamanho que uma criança calçaria. Estremeci e me apoiei no tronco da árvore.
Para minha surpresa, era quente ao toque. Eu arranquei um pouco da casca para descobrir o que poderia estar causando esse fenômeno e fiquei surpreso ao ver o que pareciam iniciais esculpidas. Bem, isso não teria sido terrivelmente incomum se não fosse o fato de que junto a essas iniciais, existiam outras. E ao lado destas, ainda mais. Conforme eu arrancava cada vez mais a fina casca de cera, descobria dezenas de iniciais esculpidas, em seguida, centenas. Dei um passo para trás. Comecei a ter uma sensação desagradável na boca do estômago, aquela torção dolorosa que se forma quando você sabe que algo está errado. Eu olhei de novo para os sapatos, e a torção piorou. Vi os tênis de Cynthia pendurados ali, como pequenos cadáveres, oscilando lentamente por suas entranhas entrelaçadas.

Fodidamente assustado nesta hora, me virei e corri de volta para a porra do carro com minha respiração formando nuvens pesadas no ar frio e cortante. Peguei a chave, abri a porta do lado do motorista, entrei e tranquei-a atrás de mim. Virei-me para Cynthia e perguntei: "Você está bem querida? Alguém te machucou ou te tocou?"

"Não, papai, eu estou bem! O Sr. Sorrisos é engraçado, ele me faz rir. Ele tem uma cara engraçada!"
Aquele nó no estômago torceu e espremeu, enviando tentáculos gélidos de medo em direção ao meu coração. "Quem é o Sr. Sorrisos, Cynthia?"

Cynthia ficou sem palavras quando seus olhos deslizaram para o banco traseiro. Meu coração congelou enquanto eu lentamente virei meu olhar para acompanhar os dela. Ele descansava casualmente lá atrás...Tinha uma aparência vagamente humana. Garras ósseas unidas ordenadamente saíam debaixo da carne podre de seus dedos. Sua "cara engraçada" era uma massa de pele em decomposição esticada sobre seu crânio branco descorado. Os cantos de sua boca estavam descarnados, deixando apenas uma careta macabra gravadas sob suas órbitas sem olhos. O sorriso grotesco arregalou-se e ele alcançou uma jarra ao seu lado, pegando um pequeno pedaço de doce entre seus dedos decrépitos.
"Gostaria de um doce?"

Eu olhei, congelado em terror, quando a mão de Cynthia se esticou e pegou o doce de suas garras e começou a desembrulha-lo. O olhar sem olhos da criatura parecia mudar para encarar meu próprio olhar horrorizado, o seu sorriso nojento se alargou levemente. Tentei gritar, mas, curiosamente, descobri que eu não podia. Engraçado, eu ainda não tinha notado sua outra mão subindo no meu pescoço. Um frio rastejante percorreu minhas veias conforme suas garras geladas apertavam minha garganta. Sangue quente escorreu do meu peito enquanto dava meus últimos suspiros ofegantes pelo buraco recém-rasgado em meu pescoço. Cynthia olhou para mim com curiosidade, mastigando inocentemente naquele pedaço de doce. Sua voz ecoou a minha volta enquanto eu descia em uma espiral de escuridão.

"Papai? Que há de errado? Papai...? Papai ..."



A última entrevista de Charlie Noonan

Charlie Noonan foi um folclorista amador que viajava pelo Sul e sudoeste dos Estados Unidos no começo do século 20, coletando lendas e histórias sobrenaturais. De acordo com sua esposa, Ellie, foi contada a Charlie uma história por um fazendeiro de Oklahoma sobre uma estranha mulher que vivia sozinha em uma propriedade isolada na divisa do estado. O fazendeiro afirmou que a mulher não era realmente uma mulher, mas outra coisa, algo que escondia sua verdadeira natureza com um lenço na cabeça e nunca era vista sem um enorme cachorro do seu lado. Noonan estava aparentemente muito intrigado e foi atrás dessa senhora em uma de suas viagens. Ele nunca mais foi visto.

Ellie Noonan foi contatada mais tarde por um penhorista de Tulsa que se lembrava de ter lido nos jornais sobre o desaparecimento do marido dela, depois de ver o nome dele gravado em uma câmera que tinha sido vendido em sua loja por um itinerante. O penhorista devolveu-a a câmera, e Sra. Noonan revelou o filme que estava dentro tentando achar pistas do desaparecimento o marido. Essa era a única foto no rolo. Infelizmente, nem o local da propriedade, nem o nome do fazendeiro que tinha  contado a história estava anotado nas anotações de Noonan. 

O Porão

Minha mãe sempre me proibiu de abrir a porta do porão, mas eu queria saber o que estava fazendo aquele barulho lá em baixo, porque fazia um barulho parecido com de cachorrinho e eu sempre quis ter um cachorrinho, então eu abri a porta do porão e desci um pouquinho os degraus, eu só queria dar uma espiada no cachorrinho, só isso.


Eu não vi o cachorrinho então mamãe veio e me puxou os degraus a cima e gritou para eu nunca mais ir lá em baixo de novo, nunca nunca nunca. Mamãe nunca tinha gritado antes comigo assim então fiquei assustado e chorei. Ela pediu desculpas e me deu biscoitos. Era de gotas de chocolate que é o meu favorito, e eu já estava me sentindo melhor, então não perguntei porque o menino no porão estava chorando como um cachorrinho ou porque ele não tinha mãos nem pés.



Fonte: Creepypasta Brasil

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A carta de meu irmão


O texto que segue abaixo é a única pista do desaparecimento do meu irmão. Foi encontrada no taxi em que ele voltava para casa. O taxi estava em perfeito estado, com o taxista inconciente dentro dele sem nenhum arranhão. Enquanto meu irmão, desde então, não apareceu. Ele havia sido internado em um manicomio alguns meses depois de ler uma lenda urbana na internet sobre o Slender Man. A letra dele estava incomparavelmente ilegível (por isso foi tão fácil de reconhece-la) e por isso algumas palavras estavam impossíveis de serem lidas, então ignorem qualquer frase sem nexo pois eu realmente não pudi entender algumas palavras.

"Eu era uma pessoa comum, gostava de festas, tinha amigos, estudava... Mas havia algo que eu realmente amava fazer: assustar as pessoas. Eu realmente amava pregar peças em meus amigos, contar historias de terror, dar sustos, armar surpresas, coisas do tipo. Era mesmo muito engraçado ve-los se assustando. Mas não foi nada engraçado no dia em que eu me assustei.

Eu costumava ler lendas urbanas na internet, as famosas "creepypastas" e sempre arrancava várias noites em claro dos meus amigos com medo. Porém, nenhuma delas me assustava. Na verdade eu ria da maioria delas. Porém, teve uma que realmente mexeu comigo. Uma que não me fez rir, uma que eu não gostava de contar a ninguém: A lenda do Slender Man. Ou homem esguio.

Dizia a lenda que o Slender Man era um homem alto, de terno preto, com a pele extremamente pálida e sem rosto. E que vários tentáculos saiam de suas costas. Normal, você diria. Traumatizante, eu digo. Ele aparecia para pessoas que pesquisassem sobre ele e quanto mais você pesquisasse, mais chances havia dele aparecer para você. Isso aumentou bastante a minha curiosidade (e o meu medo, que pela primeira vez na vida estava começando a trabalhar).

Passava o dia todo pesquisando sobre ele, o homem esguio. Lia relatos de pessoas que alegavam te-lo visto, via várias fotos de supostas aparições dele em público... O slender se tornou o meu vício. Eu já não saía mais de casa, eu não vivia mais, quase não ia mais para a escola... Todos estavam se preocupando comigo e dizendo que eu estava ficando louco. E isso realmente estava para acontecer.

Desde que eu comecei as pesquisas, comecei a ter pesadelos diários com o Slender Man toda vez que eu dormia. Toda santa vez. Na maioria dos sonhos eu estava voltando pra casa em um carro amarelo e saía dele encontrando o Slender em baixo de um poste de luz. Logo depois disso eu acordava. Também sonhava com cadáveres perfurados por galhos de árvore e coisas do tipo, todos pendurados sobre árvores bem altas em uma floresta escura. Esses pesadelos iam se tornando mais claros e mais nítidos a cada vez que eu pesquisava mais sobre ele.

Depois de muita persistência da minha família e amigos, comecei a frequentar regularmente um psicólogo, o qual disse que era normal sentir medo pela primeira vez. O que o preocupava era esse medo estar se tornando um vício. O ignorei. Continuei pesquisando sobre o Slender cada vez mais. Até que eu encontrei em cima da minha cama um papel e nele havia escrito 'Sempre vê, não tem olhos'. Essa era uma frase comum nas lendas sobre o Slender, e comum nos meus sonhos também. Eu enlouqueci, comecei a gritar e a chorar, quebrei tudo no meu quarto. Meus pais e meu irmão foram ao meu quarto ver o que estava havendo e eles não viram nenhuma carta. Nem eu a via mais. Ela teria sumido logo quando minha família entrou no meu quarto.

Depois daquele dia minha mãe ficou ainda mais preocupada comigo me obrigando a passar mais tempo ainda no psicólogo e me acompanhando na maioria das vezes. O psicólogo disse a mesma coisa que todos: aquela carta era algo da minha cabeça devido à minha obcessão por ele. Ignorei. Aquela carta realmente estava lá

Passei a noite em claro com medo de acordar e encontrar outro papel. Quando eu finalmente consegui dormir, sonhei com outra carta: 'Sem saída'. Acordei imediatamente com a carta ao meu lado na cama e a janela aberta. Gelei, minha respiração parou, eu estava prestes a morrer ao ver que meus pesadelos tinham se tornados reais: Por dois segundos vi o próprio Slender na minha janela. Mesmo sem olhos, eu soube que ele estava me observando. Quando finalmente voltei para mim foi quando ele sumiu e eu gritei por socorro e novamente nada da carta. Meus pais me internaram imediatamente em um manicômio depois daquele dia. E lentamente eu fui me recuperando...

Três meses se passaram... meus pesadelos foram embora. As cartas foram embora. Não tinha mais nenhuma lembrança daquilo tudo e havia recebido alta. Eu estava super feliz por estar voltando para casa, eram nove horas da noite, o taxi havia atrasado. Eu esperava ansiosamente até que ele chegou. Me despedi do pessoal e finalmente fui embora. Sozinho.

Era tarde, estava frio, uma névoa cobria a estrada. Todos esses elementos me levaram a dormir ali no taxi mesmo... Não me recordo bem do meu sonho, mas eu vi o Slender, com certeza. Aquilo me deixou bastante assustado e inquieto assim que acordei com a voz do taxista avisando que o pneu estava furado e pediu para que eu descesse para ele trocar. Desci, o observei tentar trocar o pneu e logo ele avisou que o step também estava furado. Não me preocupei pois ele disse que iria procurar algum lugar próximo onde pudessemos fazer uma ligação (nenhum dos nossos celulares tinha sinal) enquanto eu ficava de olho no taxi.

Esperei sozinho ali naquele frio cortante pensando em o quão louco eu tinha ficado... O vento começou a ficar mais forte enquanto eu rapidamente lembrava de todas as coisas que eu sabia sobre o Slender Man, todas as fotos que vi, todos os pesadelos que tive. TUDO. E agradeci a Deus por ter me livrado de tudo aquilo. Virei meu rosto para um dos postes de luz, e foi ali que eu percebi que o Slender Man saiu dos meus pesadelos para entrar na minha vida real. Eu estava de frente para ele. E sim... Ele era tão assustador quando parecia ser."

E essa foi a única pista que meu irmão deixou logo após sumir misteriosamente.

Fonte: Creepypasta Brasil

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O Cabideiro









A Expressão


Em junho de 1972, uma mulher apareceu no hospital CedarSenai, Com nada mais que longas vestes brancas cobertas de sangue. Agora, isso, por si só, não deveria ser tão surpreendente como muitas vezes as pessoas têm acidentes nas proximidades e vão para o hospital mais próximo para atendimento médico. Mas havia duas coisas que causaram as pessoas que a viram Náuseas e Terror.

A primeira é que ela não era exatamente "humana". Ela parecia algo próximo a um manequim, mas teve a destreza e fluidez de um ser humano normal. Seu rosto, era tão perfeito como um manequim, desprovidos de sobrancelhas e coberto de algo como maquiagem. 

Ela tinha grandes presas entre os dentes, as mandíbulas presas tão artificialmente e firmemente em torno, de não poder ser visto o resto dos dentes. O sangue ainda estava esguichando sobre seu vestido e escorria para o chão. Ela, então, puxou o sangue para fora da boca, jogou-o de lado e entrou em colapso. 

A partir do momento em que ela atravessou a entrada ela foi levada para um quarto do hospital limpo antes de ser preparada para a sedação, ela estava completamente calma, inexpressiva e imóvel. Os médicos acharam melhor para contê-la esperar até que as autoridades chegassem e ela não protestou. Eles não foram capazes de obter qualquer tipo de resposta dela e a maioria dos membros da equipe se sentia muito desconfortável de olhar diretamente para ela por mais de alguns segundos. 

Mas no segundo dia, que equipe tentou sedá-la, ela lutou com força extrema. Dois membros do pessoal tiveram que segurá-la, foi quando seu corpo se levantou na cama com aquela expressão, em branco. 

Ela virou os olhos sem emoção para o médico do sexo masculino e fez algo incomum. Ela sorriu. Quando ela fez, a médica gritou e ficou completamente em choque. Na boca da mulher não eram dentes humanos, mas longos, com pontas afiadas. Muito longos para a sua boca para fechar completamente sem causar nenhum dano ... 

O médico olhou para ela por um momento antes de perguntar "Que diabos é você?" 

Ela rachou o pescoço até os ombros para observá-lo, ainda sorrindo. Houve uma longa pausa, a segurança foi alertada e pode ser ouvido vindo pelo corredor. Quando ela ouviu, ela disparou para a frente, afundando seus dentes na frente da garganta do medico, rasgando a sua jugular e deixando o cair no chão, caiu asfixiado quando se engasgou com seu próprio sangue. 

Ela se levantou e se inclinou sobre ele, o rosto chegando perigosamente perto de seu rosto quando a vida desapareceu de seus olhos. Ela se aproximou e sussurrou em seu ouvido. 
"I... am... God..."(Eu... sou... Deus...) 

Os olhos da equipe cheios de medo que a observava calmamente de pé aguardando a chegada da segurança. Ela iria acabar com cada um deles um por um. A médica que sobreviveu ao incidente deu a ela o nome de "A expressão". 

Nunca houve um avistamento dela novamente.